Estou no meio entre o gajo que pára para pensar e o gajo que pára para fazer ou o gajo que pára para fazer as duas coisas, como o gajo que não controla o cagar.
Sinto vontade de dizer que o que me apetece é não pensar sobre isso mas depois vejo que a minha minha primeira frase diz exactamente o contrário. Sinto-me um básico a falar sobre isto, às tantas dava uma ajuda do caraças ter lido uns livros do José Gil, mas só me toca branding e o mundo do online.
A arte do futuro é a arte que pega e que passa. Quando o passado puder ser apagado da web vai ser mais importante a vitalidade do que passa. Sinto cada vez mais o video como a memória da arte. A arte do que faz aqui ou do que lá fiz. Arte é quando um gajo disser para uma camara de filmar que aquilo é arte e mata um gajo. A arte é quando um homem quiser. A arte é capital social. A arte é chegar sem ser procurado. A arte é despreocupada e desmembrada geolocalmente se é que essa merda existe. A arte passou de descoberto a encontrada...e a memória deixou de estar nas nossas cabeças. A arte sou eu e o caralho mais velho.
JC
Tuesday, December 8, 2009
Monday, December 7, 2009
Friday, December 4, 2009
Wake up - Woke Up
Sabem a diferença. Hoje enviei-vos um e-mail com o Wake Up dos Arcade Fire e passado umas horas recebo um video de um amigo que não estava a par...pelos vistos dormimos pouco porque: "i woke up today"
Bora caralho! ou não se pode escrever asneiras neste blog? É porque eu por mim é na boa. Sou um chato num chat.
Bora caralho! ou não se pode escrever asneiras neste blog? É porque eu por mim é na boa. Sou um chato num chat.
Thursday, December 3, 2009
Efémero vs. Eterno
Fala-se muito hoje de arte efémera - manifestações artísticas de cariz experimental que são produzidas para um período relativamente curto. Por si, a arte efémera faz uma ruptura com um dos principais cânones da definição clássica de arte: a permanência, a herança, a continuidade, o reconhecimento do legado deixado a gerações vindouras.
Neste sentido, o próprio conceito de arte efémera traz a lume a discussão eterna do que é ou não arte. É a validação pelas elites? É a originalidade? É a capacidade extrema de sensibilizar o outro? É a capacidade de dizer "coisas"?
Numa perspectiva muito própria, associo a arte à capacidade de comunicar, à capacidade de chegar ao próximo, de tocar o outro. Nunca de forma unívoca ou consensual. Nunca de forma literal, com rigor determinante.
Nesta perspectiva, a ideia de arte efémera é a mais intensa e potencial forma de expressão, é o hoje, o agora. É o que nos diz uma peça em função do nosso contexto em tempo presente. É real, visceral, animal. É viva e activa. É transformadora.
Mas não existe a arte para ser contemplada, adorada intemporalmente? Estará no papel da arte a interpelação directa no "hoje"?
Deixo aberta a discussão ao colectivo.
Neste sentido, o próprio conceito de arte efémera traz a lume a discussão eterna do que é ou não arte. É a validação pelas elites? É a originalidade? É a capacidade extrema de sensibilizar o outro? É a capacidade de dizer "coisas"?
Numa perspectiva muito própria, associo a arte à capacidade de comunicar, à capacidade de chegar ao próximo, de tocar o outro. Nunca de forma unívoca ou consensual. Nunca de forma literal, com rigor determinante.
Nesta perspectiva, a ideia de arte efémera é a mais intensa e potencial forma de expressão, é o hoje, o agora. É o que nos diz uma peça em função do nosso contexto em tempo presente. É real, visceral, animal. É viva e activa. É transformadora.
Mas não existe a arte para ser contemplada, adorada intemporalmente? Estará no papel da arte a interpelação directa no "hoje"?
Deixo aberta a discussão ao colectivo.
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